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Como buscar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Publicado por Instituto MEO em 1 de agosto de 2025

Muitas pessoas têm dificuldade em equilibrar sua vida profissional e pessoal, diante de tantas
demandas em todas as áreas, da velocidade das mudanças, da complexidade do mundo atual e
por aí vai.

Essa constatação pode ainda ser mais verdadeira para muitas mulheres que acabam sendo
sobrecarregadas por dupla ou tripla jornadas, dificuldade em compartilhar com cônjuges as
tarefas de casa e a demanda dos filhos, a responsabilidade que lhes recai muitas vezes nas
relações desfeitas, ou a própria questão da geração sanduíche quando elas se veem também com
o cuidado dos pais.

Nesse artigo, vou focar um pouco mais nas mulheres executivas e como elas têm sofrido burnout,
muitas vezes sem a consciência do que está acontecendo, continuam forçando uma situação
difícil, sem prestar atenção ao que o próprio corpo está lhes mostrando. As doenças começam a
aparecer, elas perdem a produtividade e não conseguem dar seu melhor na vida profissional e
muito menos na vida pessoal.

Susan Baroncini-Moe, fundadora da Baroncini-Moe Executive Coaching, escreveu o artigo
“Understanding and Addressing Burnout in Executive Women” – numa tradução livre Burnout
em Mulheres Executivas – Compreensão e Soluções.

Nesse artigo ela explica o que é o burnout, as principais causas e estratégias para prevenir e lidar
com o mesmo.

O burnout é um estado de exaustão física e emocional crônica, frequentemente acompanhado
de cinismo e distanciamento do trabalho. É um problema crescente em ambientes de alta pressão
e, entre mulheres executivas, ocorre em níveis duas vezes maiores que entre os homens, devido
a desafios únicos que elas enfrentam.

Susan indica que as principais causas do burnout em mulheres executivas são:

  1. Desequilíbrio entre vida profissional e pessoal
    Mulheres continuam a assumir a maior parte das tarefas domésticas e emocionais, além
    de suas responsabilidades profissionais, o que aumenta o estresse e a busca por
    perfeição.
  2. Viés de gênero e desigualdade
    Atitudes assertivas muitas vezes são julgadas de forma negativa quando vêm de
    mulheres, gerando frustração e impacto na satisfação profissional.
  3. Sobrecarga de trabalho
    Longas jornadas, pressão contínua e acúmulo de responsabilidades, inclusive com
    familiares, elevam os níveis de estresse.
  4. Falta de controle
    Pouca autonomia e limitação na tomada de decisões podem levar à desmotivação e
    sensação de impotência.
  5. Falta de apoio
    Ausência de recursos, mentoria e redes de apoio contribui para o isolamento e o
    esgotamento.

Ao mesmo tempo que ela expõe essas causas, Susan sugere estratégias para prevenir e lidar com
o burnout:

  • Priorizar o autocuidado
    Incentivar práticas de bem-estar como sono de qualidade, alimentação saudável,
    exercícios e lazer, que muitas vezes são deixadas de lado.
  • Estabelecer limites
    Promover uma separação clara entre vida profissional e pessoal, desestimulando a
    cultura da hiperconectividade.
  • Criar uma cultura de apoio
    Construir ambientes inclusivos, com comunicação aberta, oportunidades de
    desenvolvimento e redes de apoio reais para todas as colaboradoras.
  • Oferecer recursos personalizados
    Implementar programas de coaching e mentoria, grupos de apoio e treinamentos
    adaptados às necessidades das executivas.
  • Gerenciar cargas de trabalho
    Estimular a gestão de tempo eficaz, delegação inteligente e revisão da cultura de
    reuniões, promovendo equilíbrio e foco estratégico.

Ela conclui que o burnout entre mulheres executivas é sério, mas pode ser prevenido. Com ações
intencionais e apoio organizacional, é possível promover o bem-estar e impulsionar o sucesso
sustentável dessas líderes.

Conhecendo melhor o assunto, podemos identificar situações e comportamentos existentes no
ambiente que trabalhamos que podem ir gradualmente se acumulando até nos vermos numa
situação de burnout. É importante prevenir para que isso não aconteça e se acontecer saber lidar
com o mesmo e rapidamente superá-lo.

Como uma das principais razões é a falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, vale
ressaltar algumas dicas para ajudar nessa área.

  • Procure se autodisciplinar, tanto no seu cuidado pessoal, quanto nas atividades de
    trabalho.
  • Coloque-se em primeiro lugar. Não é egoísmo, é ter amor e cuidado. Aqui vale a regra do
    avião (coloque primeiro a máscara em você em caso de despressurização).
  • Trabalhe apenas durante as horas designadas. Dê o melhor de si nessas horas, sendo
    produtiva e focada. Saiba priorizar e deixar para o dia seguinte aquilo que pode ser feito
    depois.
  • Conheça-se e saiba seus horários quando é mais produtiva. Procure organizar seu
    trabalho nessas horas o máximo possível.
  • Comprometa-se com as tarefas e tenha foco quando estiver executando-as.
  • Seja gentil consigo mesma, com seu corpo e com seu cérebro. Não adianta insistir se não
    estiver conseguindo produzir.
  • Crie um tempo pessoal só para você rotineiramente e seja fiel a ele.
  • Sua prioridade precisa ser sempre você e sua família.
  • Respeite-se. Saiba ler os sinais do seu corpo e de suas emoções.
  • Agende com prioridade horários para seu cuidado pessoal. Cada cuidado é muito
    importante e ajuda não só a autoestima, mas é sempre uma pausa bem-vinda.
  • Faça uma lista diariamente das coisas que precisa fazer. Isso ajuda a priorizar e delegar.

Ao adotar essas estratégias, você garante que sua vida pessoal receba a atenção que merece e
que suas tarefas profissionais sejam gerenciadas de forma eficiente.

Autora: Cíntia Scafutto

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