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Algumas reflexões sobre o desafiador papel do CEO

Publicado por Instituto MEO em 20 de agosto de 2025

Depois de ler o livro CEO Excellence (C. Dewar, S. Keller e V. Malhotra), da McKinsey, gostaria de compartilhar algumas reflexões sobre o papel de CEO.

Mesmo com a evolução dos modelos organizacionais, ferramentas de gestão remota, programas de sucessão, avanços em governança e maior interação com conselhos de administração, a figura do CEO continua central para o sucesso do negócio. Cabe a ele equilibrar gestão e governança, atuando como ponte entre esses dois mundos — respeitando também os limites de atuação do conselho.

Esse papel exige atributos múltiplos. Mais do que possuí-los, o desafio é dosá-los de acordo com o momento da organização. É aqui que entram três dimensões fundamentais: lógica, visão de futuro e arte.

Lógica

Ferramentas de gestão estão disponíveis: desenho organizacional, definição de metas, desenvolvimento de pessoas, monitoramento de clima, análise de riscos, planos de ação e rotinas de acompanhamento. Usadas de forma consistente, permitem evolução contínua.

Visão de futuro

Melhorar processos internos é essencial, mas insuficiente. É preciso ouvir conselheiros e colaboradores, mapear talentos, manter proximidade com clientes e antecipar mudanças do mercado. Essa visão amplia a capacidade de tomar decisões estratégicas e ajustar rotas a tempo.

Arte

Mesmo com lógica e visão, resta a dimensão intangível: a arte de liderar. Saber decidir com dados limitados, agir com humildade e, ao mesmo tempo, coragem. A história mostra CEOs brilhantes que falharam por não enxergar transformações disruptivas — e outros que prosperaram justamente por antecipá-las.

O livro destaca casos de líderes que prepararam suas empresas antes da virada do mercado, conquistando crescimento expressivo. No Brasil, também temos bons exemplos: i)bancos que cresceram via aquisições e apostaram cedo na digitalização, transformando o setor; ii) redes de varejo que, mesmo com o avanço do e-commerce, expandiram ao reinventar o atendimento ao cliente.

Conclusão

Não há setor “na moda” ou “ultrapassado”. O que existe é a capacidade de exercer ambidestria organizacional: garantir eficiência para manter o presente e inovar para construir o futuro. Esse é, em essência, o maior desafio do CEO.

E você, como tem visto CEOs (no Brasil e no mundo) equilibrarem lógica, visão e arte na prática?

Autora: Dra Ana Gati.
Conselheira Certificada, Qualified Risk Dire
ctor, mentora e palestrante, Gati Consultoria/Afiliada Shingo

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