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A Liderança que Ouve: como a escuta ativa transformou minha forma de liderar e mentorar

Publicado por Instituto MEO em 8 de julho de 2025

Com mais de 18 anos de experiência em Supply Chain e liderança de grandes operações, aprendi que ouvir vai muito além da escuta superficial. Trata-se de capturar nuances, intenções e oportunidades de desenvolvimento que, muitas vezes, estão nas entrelinhas. Essa prática, conhecida como escuta ativa, é uma competência essencial para lideranças modernas, conectadas e transformadoras.

Por que a escuta ativa importa na liderança

Estudos das plataformas LinkedIn e WorkBravely indicam que treinamentos voltados para escuta ativa geram 30% de aumento na satisfação das equipes, além de 25% de crescimento na colaboração e produtividade.

A escuta ativa também está diretamente relacionada à construção de ambientes de segurança psicológica. Segundo o Zenger Folkman Group, líderes percebidos como bons ouvintes são considerados até 6 vezes mais confiáveis, influenciando positivamente a cultura e os resultados organizacionais.

Como a escuta ativa muda o jogo na prática

1. Foco total: eliminar distrações, manter contato visual e demonstrar presença plena;

2. Reflexão e validação: traduzir com suas palavras e confirmar entendimento;

3. Perguntas abertas: provocar reflexão profunda e abertura emocional;

4. Ação pós-escuta: transformar escuta em movimento concreto.

Na minha atuação como mentora, percebi que escutar com intenção é um divisor de águas. Mais do que orientar, é criar espaço para que o outro reflita, acesse sua própria potência e construa caminhos. Mentorias verdadeiramente transformadoras nascem da escuta, e não do conselho.

Uma obra que reforça esse pensamento é o livro “Empatia Assertiva”, de Kim Scott. A autora, também ex-líder no Google e na Apple, defende que a liderança efetiva nasce do equilíbrio entre cuidar pessoalmente e confrontar diretamente. Em outras palavras, liderar é demonstrar empatia ao mesmo tempo em que se mantém a assertividade nas entregas. Esse modelo estimula uma cultura de feedbacks transparentes, relacionamentos respeitosos e escuta ativa intencional.

Liderança não se resume a direcionar ou tomar decisões. É sobre influenciar com presença, criar conexões de valor e cultivar ambientes onde as pessoas se sintam ouvidas e seguras para evoluir.

A escuta ativa é um diferencial competitivo. Líderes que sabem ouvir constroem culturas mais sólidas, retêm talentos e inspiram movimentos de longo prazo.

Se queremos organizações mais humanas, é urgente promover uma liderança que escute com empatia e aja com intencionalidade.

(Artigo escrito por Lais Bornelli Leite, com base na experiência em gestão de operações, liderança de times e transformação cultural em ambientes corporativos.)

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