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Como as organizações e seus conselhos podem identificar e avaliar eficazmente os riscos emergentes associados às rápidas mudanças tecnológicas?

Publicado por Instituto MEO em 26 de setembro de 2025

Fazer as perguntas certas em um ambiente tecnológico de alta volatilidade é essencial para
avaliar riscos emergentes em qualquer organização. Para formular as perguntas corretas
diante de mudanças tecnológicas aceleradas, é fundamental entender de tecnologia e
como ela pode impactar cada organização. O nível e a profundidade das perguntas
dependerão de como cada empresa adota tecnologia, mas não há dúvida de que todos
serão afetados por essas mudanças mais cedo ou mais tarde.

Se falarmos de IA, por exemplo — a revolução tecnológica mais relevante que vivemos no
presente —, considerando os três arquétipos da McKinsey, a profundidade das perguntas
dependerá de a organização ser uma Taker (usuária de ferramentas de IA generativa
prontas), Shaper (customizadora de modelos fundacionais) ou Maker (construtora de seus
próprios LLMs — modelos de linguagem de grande porte — do zero).

Os conselhos das empresas devem cumprir seu papel estratégico de identificar e avaliar
riscos. Para isso, precisam de formação suficiente para possuir um nível mínimo de
conhecimento que lhes permita discutir e compreender os temas apresentados nessa
avaliação. Não se trata apenas de contar com especialistas como membros de um
Conselho Consultivo, mas de estar preparado para entender o que os assessores ou
especialistas estão dizendo.

Assim, ir além dos registros tradicionais de risco e desenvolver um processo dinâmico de
inteligência de riscos é fundamental — e começa com a educação contínua dos
conselheiros.

Mais do que nunca, o mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) exige múltiplos
cenários para antecipar possíveis rupturas; portanto, construir e planejar cenários
alternativos ajudará a responder mais rapidamente em caso de situações disruptivas.

Outro ponto importante é realizar benchmarking não apenas com concorrentes, mas
também com outros setores. Podemos identificar uma situação disruptiva antes que ela
atinja nossa organização e nos preparar com antecedência. Obter insights de diferentes
partes interessadas também nos oferece perspectivas diversas sobre os riscos e seus
impactos.

Por fim, é essencial ter tantos comitês quanto forem necessários, envolvendo as
diferentes tecnologias que podem impactar cada organização. IA e Cibersegurança serão
temas sempre relevantes para a maioria das empresas, mas, dependendo da natureza do
negócio, pode ser preciso criar outros comitês específicos de tecnologia.

Autora: Cintia Scafutto

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