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Equidade de Gênero e Maternidade

Publicado por Instituto MEO em 2 de maio de 2025

A conciliação entre maternidade e carreira ainda impõe barreiras silenciosas no ambiente corporativo.
A excelente matéria de Luciana Ribeiro Dyniewicz para o Estadão traz à tona um tema que precisa ser encarado com seriedade e responsabilidade pelas lideranças: a equidade de gênero no pós maternidade.

O relato da executiva Carolina Ragazzi evidencia o quanto a percepção de valor profissional da mulher ainda é afetada após a maternidade. Estar entre os 10% mais bem remunerados da sua função e, mesmo assim, vivenciar afastamento de projetos estratégicos após a licença, é um claro reflexo de preconceitos enraizados.

Como liderança, acredito que promover ambientes verdadeiramente inclusivos passa por reconhecer que a maternidade não diminui a capacidade de entrega, e sim amplia competências essenciais como gestão de prioridades, resiliência e visão sistêmica — habilidades críticas para o sucesso corporativo.

Além disso, é fundamental ampliar o debate sobre corresponsabilidade parental, incentivando políticas de licença-paternidade mais robustas, como apontado por Margareth Goldenberg.

A equidade de gênero no ambiente de trabalho não será plenamente alcançada enquanto a criação dos filhos for vista como responsabilidade exclusiva da mulher.

Reflexões como essa reforçam que não basta apenas abrir espaço: é preciso sustentar o crescimento das mulheres em todas as fases da vida.

Que a coragem de expor essas realidades continue impulsionando mudanças estruturais.
Seguimos firmes na construção de um mercado mais justo, estratégico e verdadeiramente inclusivo.

Autora: Lais Bornelli Leite

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